sábado, 22 de outubro de 2011

Reflexão sobre os desafios da tecnologia



A visão de escola como espaço delimitado não se harmoniza com as modernas tecnologias informacionais. A todo o momento, as crianças e os jovens estão em contato permanente com os meios de comunicação de massa, ficando, portanto, bem mais informados que os próprios professores pelas tarefas profissionais.
O texto da especialista Maristela Midlej, publicado no Jornal Mundo Jovem de setembro/2002, nos leva a refletir sobre os desafios da tecnologia no âmbito escolar, a qual reporta que o professor atual não é mais um informador: a informação vem do rádio, televisão, revistas, filmes, vídeos, computadores, jornais etc. A notícia comentada está presente no nosso dia-a-dia. Não se admite mais este ambiente escolar feito para garantir um público submisso ao professor, sem se indagar se o professor é um ator que mereça atenção, se suas “aulas” são de interesse de seus ouvintes. Só agora se percebe o absurdo de fazer com que todos os alunos aprendam as mesmas coisas. A aprendizagem padronizada estimula o isolamento, porque priva da necessidade de comunicação: não há possibilidade de trocas de experiências.
Interação pessoa-máquina
Hoje, as mudanças que estão ocorrendo exigem uma nova postura da escola, preocupada em formar pessoas ativas, capazes de viver no mundo da imagem e da informação, seres humanos hábeis para construir seus próprios conhecimentos, utilizando a linguagem audiovisual, como forma de desenvolvimento do espírito crítico e da capacidade de raciocinar.
Uma nova maneira de buscar o conhecimento, favorecida pela grande velocidade com que está surgindo os meios de comunicação, a evolução e o convívio com a informática, presente em todos os setores da nossa sociedade, fizeram gerar uma socialização das informações e uma nova interação humana, homem-máquina, partindo de uma forma diferente de refletir e de transmitir conhecimentos. Indivíduos e técnicas não são mais meios, mas verdadeiros sujeitos para o pensamento.
Formação integral
O contexto cultural do mundo audiovisual atual nos leva a integrar razão, emoção e imaginário. O processo educativo deve combinar estes três elementos, no sentido mobilização voltada para a formação integrada do indivíduo. Através do prazer de ver, ouvir e expressar seu ponto de vista, oferecido por esses recursos, deve-se tentar resgatar o contato afetivo entre professores e alunos.
Mas, para que a escola esteja inserida neste contexto é necessária uma mudança no fazer escolar: formação de professores e abertura nos currículos, deixando espaço para que a educação informal, voltada para a formação crítica dos indivíduos, supere a educação formal, o saber sistematizado, linear, distante da realidade do aluno, oferecido pelas escolas tradicionais.

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